Parte da história do café está intimamente ligada ao consumo da bebida pelos árabes. Isso porque, apesar de a planta ser originária da Etiópia, foram eles os responsáveis pela difusão no mundo. Tanto que o nome café tem origem na palavra árabe qahwa (ou kahwa), que significa “vinho da Arábia”, como passou a ser conhecido na Europa. Qahwa significa “aquele que excita e faz elevar os espíritos”.
A ciência também faz referência a esse povo ao relacioná-lo ao nome científico da espécie Coffea arabica, única cultivada até meados do século XIX, quando outras variedades foram introduzidas, como a Coffea robusta.
Em 1450, a planta foi introduzida a Meca e, em 1554, foi aberto em Constantinopla o primeiro café público do mundo. Inicialmente o consumo restringia-se às mesquitas, sendo logo difundido entre os cidadãos comuns, que bebiam em casa e em locais públicos.
Como Meca era o centro do mundo muçulmano, suas práticas sociais e culturais eram copiadas pelos povos de outras cidades. Isso levou à disseminação do ato de beber café a grande parte da Arábia, espalhando-se para ocidente, pelo Egito, e para norte, pela Síria.
Os árabes tinham completo controle sobre o cultivo e a preparação da bebida e foi um produto guardado a sete chaves por eles. Os estrangeiros eram proibidos de se aproximar das plantações e as mudas eram protegidas com a própria vida.
Até o século XVII, somente os árabes produziam café. Foi em 1615 que a bebida começou a ser saboreada no continente europeu levado por viajantes que voltavam do Oriente. Os holandeses foram os responsáveis por iniciar os plantios experimentais na Europa em 1699 em Java. O sucesso espalhou-se por outros países e não tardou a chegar às colônias européias.
20 de set. de 2009
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